Se você já tinha ouvido alguma dessas palavras, provavelmente foi em algum artigo, reportagem ou um debate mais aprofundado sobre algum tema. Quem diria que a casa mais vigiada do Brasil nos proporcionaria tamanha curiosidade em saber mais sobre esse vocabulário diferentão? Ultimamente, os participantes do reality show Big Brother Brasil vem gerando muitos conteúdos que, para nós que estamos do lado de fora, são muito relevantes e cabe com certeza dar um Google pra entender melhor. Não sei se a Lumena autorizou esse post mas… bora começar nossa jornada de desconstrução dessas palavras?

 

Desconstrução

Substantivo feminino que indica derrubar algo que está construído no sentido denotativo e físico, ou, como podemos encaixar melhor, no sentido conotativo. A desconstrução vai além da prática narrativa e pode ser entendida como a quebra de padrões que foram impostos por uma pessoa a si própria, como machismo, racismo, etc. Trata-se de reconhecer o pensamento e reposicioná-lo da melhor forma. 

Desconstrução é um conceito bastante discutido pelo filósofo Jacques Derrida, que dá uma forma mais robusta ao termo: quando o indivíduo se apropria e utiliza conceitos de um pensamento para, posteriormente, perceber que esse sistema é falho.

No reality, essa palavra foi usada diversas vezes pelo participante Lucas Penteado, que entendeu seus erros e buscou se desconstruir para continuar na casa e também pelos participantes Nego Di e Rodolfo, que afirmaram ser homofóbicos e machistas porém estavam em fase de desconstrução.

 

Fenotipicamente

Fenotipicamente é um advérbio, oriundo do substantivo fenótipo. Vamos relembrar alguns conceitos de biologia: genótipo é a construção genética de um organismo, sendo a união dos genes de um indivíduo. Aqui, até a ancestralidade influencia porque o genótipo utiliza fatores anteriores para construir a genética da pessoa. Já o fenótipo é o oposto: também corresponde a fatores anteriores porém pode sofrer alterações devido ao ambiente e cultura, logo, são características aparentes no indivíduo. Quando a participante Lumena Aleluia utilizou esse termo foi para citar a cor de pele da participante Carla Diaz, que é branca. Entretanto, a cor de pele – que obviamente também é um fator genótipo pois se encontra no DNA – pode sofrer alterações ao longo do tempo por N motivos, concorda? Logo, a cor de pele é o exemplo mais utilizado quando falamos de fenótipo. Podemos dizer que genótipo e fenótipo são iguais, entretanto, o fenótipo sofre alterações pelo meio no qual o indivíduo está inserido e isso não altera em nada o genótipo.

 

Itinerário

Esse é o termo mais fácil de entender e a participante Lumena também gosta bastante de variar com outro bastante conhecido: jornada. Itinerário nada mais é que o caminho percorrido, a estrada até algum ponto ou momento e também indica a distância de um lugar a outro. Quando ela utiliza o termo, por exemplo na frase “não consigo identificar, nos meus itinerários com ela, jornadas que de fato transcendam à mediocridade”, ela se refere aos momentos que passou com a participante Carla Diaz e ainda disse que, em nenhum desses momentos, elas tiveram alguma conexão ou papo mais profundo, sendo tudo muito “medíocre”. 

 

Animosidade

Essa aqui foi recorde (além do recorde de rejeição de quem a usou) de pesquisa no Google e foi um dos assuntos mais comentados no Twitter na noite de terça-feira, 23/02. A animosidade, substantivo feminino, é, segundo o dicionário Aurélio, uma aversão persistente, demonstração de hostilidade e vontade de causar mal. O termo foi usado pela participante Karol Conká para definir seus comportamentos agressivos e explosivos dentro da casa. Entretanto, pode ser usado também de forma positiva, como uma qualidade de persistência, vigor e energia, embora seu uso mais recorrente seja realmente para definir momentos de explosão e perda de controle pela pessoa. 

 

E aí, o itinerário do seu vocabulário transcendeu significativamente após a leitura desse post? 😃