O que é procrastinar?

Do dicionário, verbo

transitivo direto e intransitivo
transferir para outro dia ou deixar para depois; adiar, delongar, postergar, protrair.

Na prática, procrastinamos quando colocamos empecilhos para realizar uma atividade. Está exatamente aí a diferença entre procrastinar e enrolar. Quando “enrolamos”, só deixamos a atividade para outro momento. Quando procrastinamos uma atividade, na verdade, colocamos alguns obstáculos para que ela seja realizada. Mas são obstáculos irreais. O que chamamos de ruído. Quase tudo é ruído. Uma vez que removemos todo ruído, sobra pouco do que é realmente essencial para realizar uma atividade.

 

Por que procrastinamos?

Para entender porquê fazemos isso, temos que entender o cenário em que vivemos hoje.

 

Nós vivemos a cultura do imediatismo. Queremos tudo ao mesmo tempo e para agora.

Principalmente depois do advento da internet, dos aplicativos e redes sociais, nos acostumamos a ter tudo resolvido e de forma mais rápida.

E junto com tudo isso, veio também as distrações e o excesso de informação, que nos confunde sobre o que é essencial, o que é importante, o que é urgente e o que é ruído.

 

Com isso, cada vez que temos uma atividade a ser realizada, fica muito difícil se concentrar e identificar com clareza o que realmente precisa ser feito e de fato fazer, e o que é ruído, que se encontram como obstáculos irreais para realizar o que se espera.

 

Como e por que isso se intensificou durante a pandemia?

Imagine que o cenário do imediatismo o qual citei acima já nos permeia, e dentro disso, chega um outro cenário completamente antagônico, a pandemia do novo Coronavírus.

É exatamente o oposto do que estamos acostumados. Estamos acostumados a fazer tudo “pra ontem” a ter o controle de tudo e de repente, chega um cenário o qual não temos gerência alguma do que pode acontecer.

Somado a isso, as questões emocionais que a pandemia carrega. Para além do sentimento ruim que paira no ar diante das perdas e enfermidades, mas também a ansiedade e estresse que causa não ter certeza sobre o andar das coisas.

Como lidamos com isso? Imediatismo e falta de controle?

Segundo a psicologia, tendemos a tentar suprir nossas necessidades emocionais da forma mais rápida possível. E no vão das nossas obrigações, inserimos ruídos para compensar aquilo que estamos sentindo.

 

Procrastinar piora nossa vida e não adianta nada

A atividade que você se propôs a fazer não vai ser feita sozinha. Ainda que você adie, vai precisar ser feita. E quanto mais obstáculos você colocar na frente, mais difícil será concluí-la.

Procrastinar torna o dia a dia penoso. É ainda “menos vantajoso” (entre “ ” pois não há vantagem em nenhuma das opções) do que “enrolar”. Pois nós nos mantemos sempre preocupados com aquilo que precisa ser feito, e deixamos para depois. A mente não se concentra em fazer outra coisa, e tudo o que você tenta fazer para adiar a atividade principal, sai incompleto.

 

6 passos para parar de procrastinar

 

 

 

Para não perder “o fio da meada”, evite parar na metade, pois é muito difícil retomar a concentração e a qualidade após interrupções. Prefira as pausas estratégicas, após ter chegado ao fim de um raciocínio, pare para descansar, mas não pare algo que para retomar você precise recapitular muita coisa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Já deve ter ouvido aquela história que se você quer que uma atividade seja feita rapidamente, entregue para o mais atarefado, pois ele dará um jeito de fazer. E que, por sua vez, se você der a atividade para o que está com mais tempo livre, ele arrumará uma desculpa e não dará conta de te ajudar.

 Funcionamos melhor com prazos.

Trecho retirado do site Super Interessante da Editora Abril: 

“O psicólogo Dan Ariely, professor da universidade americana Duke, decidiu testar com os seus próprios alunos qual estratégia era mais efetiva contra a procrastinação. A primeira turma ganhou o direito de escolher os prazos para a entrega dos três trabalhos do semestre. Para a segunda, ele fixou apenas uma data final para a entrega, e quem terminasse antes não ganharia ponto extra. Para a terceira turma, não teve colher de chá: os três prazos eram fixos e inegociáveis.

Adivinha quem procrastinou menos? O terceiro grupo. Sim, parece haver consenso que funcionamos melhor com ordens externas e punições claras.’’

Procure anotar em algum lugar esse prazo, seja na sua agenda de papel, digital, etc. Quando anotamos, visualizamos. Tudo o que queremos fazer ou conquistar, precisa em algum momento ser visualizado.

 

 

 

 

     

 

No livro “O Poder do Hábito’’, o autor, Challes Duhigg, fala sobre o poder de comemorar as “pequenas vitórias”, nome que ele dá para essas recompensas.

Ele diz que, cada vez que a gente cria uma recompensa, ainda que pequena, para algo realizado, a gente desencadeia um processo de criação de hábito novo na nossa mente. E começamos a agir repetidamente dessa forma. Canalizamos a nossa energia em conseguir resultados para sentir aquela sensação novamente.

Exemplo: toda vez que você conseguir completar uma etapa daquela atividade, se dê um tempinho fazendo algo que você curte para comemorar aquela “pequena vitória” em forma de recompensa. Seja escutar uma música que você gosta, ler um pouquinho de um livro, se permitir usar um pouco as redes sociais ou ligar para alguém especial. 

 

 

 

     

 

 

Já dizia Jim Rohn “nós somos a média das cinco pessoas com quem passamos mais tempo”.

Se você está rodeado de pessoas procrastinadoras, a tendência é você também se tornar uma. Portanto, se rodeie de pessoas que realizam as tarefas de forma efetiva.

 

     

 

 

 

 

No livro “Eat That Frog” de Brian Tracy ele discorre sobre a máxima de Mark Twain, que diz: “Coma um sapo vivo na sua primeira tarefa da manhã, e nada pior acontecerá com você pelo resto do dia”.

O que quer dizer isso? 

Quer dizer que se você fizer a atividade mais complicada de ser feita primeiro, você tirará de letra as outras que virão.

 

       

 

 

O autor, Greg McKeown, em seu livro, “Essencialismo”, fala sobre você canalizar sua energia em uma coisa só por vez. Ele diz mais especificamente, ao invés de avançar um milímetro em muitas direções, o essencialista dedica energia a uma ou uma quantidade muito limitada de coisas.

Então foque cada vez em um tópico e só inicie o outro, quando tiver terminado o anterior.